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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

As origens da comida

 As principais regiões de diversidade e suas plantas

Fonte: O Globo

A Grande Transição Planetária




domingo, 26 de fevereiro de 2017

1984 é um clássico, não só das distopias, mas da literatura mundial. O livro escrito por George Orwell em 1949 tornou-se quase sinônimo de sociedade totalitária, vigilância absoluta e controle do pensamento. O termo Big Brother foi repetido a exaustão, descontextualizado e hoje em dia é tão onipresente quanto o original pensado por Orwell. E talvez valha a pena dizer antes de continuar que é meu livro preferido.

Em 1984 o mundo é dividido em três grandes blocos: Eurásia, Lestásia e Oceania que alternam eternamente entre guerras e alianças. Winston Smith, o protagonista, vive em Londres, parte da Oceania, bloco governado pelo Partido cujo chefe é o quase divino (e onisciente) “Big Brother”, e trabalha no Ministério da Verdade, setor do governo responsável por recontar a verdade milhares de vezes por dia.

O Ministério da Verdade tem um nome exato: ele não mente, mas reconstrói a realidade cada vez que o contexto político se altera. A Oceania estava em guerra com a Eurásia e era aliada da Lestásia, mas agora as coisas se inverteram, logo os jornais são reescritos e a guerra sempre foi com a Lestásia. Assim, o Partido nunca se engana ou erra e os cidadãos não possuem memória. Como estabelecer senso crítico sem uma noção de passado? Os habitantes de Oceania não tem História.

Smith tem memória, ele se lembra de reescrever cada jornal, mudar cada notícia. Ele também resiste a “novilíngua”, forma reduzida do inglês que procura excluir conceitos, ou seja, formas de raciocinar. O personagem anda por zonas esquecidas, visita lojas de antiguidades, mantém um diário, todas essas atividades suspeitas porque reforçam sua individualidade: Winston Smith tem história, memória, preferências, sentimentos e gosto. Winston Smith é, afinal, um indivíduo. E indivíduos são mal vistos em qualquer sociedade distópica.


Smith é um rebelde, flerta com a resistência e chega a procurar o mítico livro clandestino escrito por Emmanuel Goldstein, mas sua condenação final vem por ter se apaixonado. 1984 e Admirável Mundo Novo são livros opostos em muitos pontos, um deles é na forma como suas sociedades encaram o sexo, mas em ambos os casos (seja por promiscuidade ou repressão) ele é desvinculado do amor, que é visto como uma coisa perigosa. Estabelecer uma relação é ser considerado único, especial e insubstituível pelo outro, é ser o oposto do “homem-massa”, além disso o amor é instável, desestabiliza e talvez seja por isso que se apaixonar seja tão subversivo nas duas distopias.
O que fica claro no livro de Orwell é que seu temor é que um dia as ditaduras alcancem a esfera privada. Teletelas dentro das casas, condenação por “crimideias”, liga anti-sexo, tudo isso não serve apenas para manter os cidadãos “na linha”, mas para certificar que eles pensam e sentem como deveriam. Smith acredita que pode manter as aparências enquanto se mantém “íntegro” interiormente, o Partido vai mostrar a ele que não, ele não pode.

Para mim esse é o aspecto mais marcante de 1984: Orwell criou um mundo em que individualidades são destruídas e qualquer possibilidade de escape é negada. Diferente de Admirável Mundo Novo, não existe aqui um pedaço selvagem para onde fugir, não existe sequer Resistência, é tudo controle.

Texto de autoria de Isadora Sinay.

Fonte:

vortexcultural.com.br/literatura/resenha-1984/

Descoberto um Novo Continente da Terra

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 De acordo com o novo estudo, o sétimo continente se chama Zelândia, e se forma com a junção dos arquipélagos da Nova Zelândia e da Nova Caledônia. Segundos os 11 pesquisadores por trás do estudo, as ilhas seriam parte de um mesmo pedaço de terra com 4,9 milhões de km², que é separado da Austrália.

Cientistas descobriram uma nova porção de terra que pode entrar para o grupo já conhecido dos continentes, que inclui África, Antártica, Oceania, Eurásia, América do Sul e América do Norte - alguns geólogos usam o modelo geológico que separa a América em duas e junta Europa e Ásia, formando a Eurásia, num total de seis continentes.

De acordo com o novo estudo, o sétimo continente se chama Zelândia, e se forma com a junção dos arquipélagos da Nova Zelândia e da Nova Caledônia. Segundos os 11 pesquisadores por trás do estudo, as ilhas seriam parte de um mesmo pedaço de terra com 4,9 milhões de km², que é separado da Austrália.

“Não se trata de uma descoberta repentina, mas de uma percepção gradual; há 10 anos, nós não teríamos informação acumulada e nem confiança para escrever o estudo”, escreveram os cientistas da Geological Society of America no GSA Today.

O conceito de Zelândia não é novo. Ele foi criado pelo geólogo Bruce Luyendyk, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, em 1995. O nome foi usada pela primeira vez para descrever a Nova Zelândia, a Nova Caledônia e um conjunto de pedaços de terra submerso que se separou de uma região conhecida como Gondwana, um supercontinente com 200 milhões de anos.

“Criei o termo por conveniência”, afirma Luyendyk ao Business Insider. “Todos fazem parte de uma mesma coisa, se você observa Gondwana. Então pensei: ‘Por que nomear esses pedaços de terra com nomes diferentes?’”

Apesar de não fazer parte da equipe, Luyendyk considera o novo estudo bastante consistente. Até porque o que os cientistas fizeram foi aprofundar um pouco as ideias do geólogo.

Baseando-se em alguns critérios de avaliação geológica, eles afirmam que a prção de terra da Índia, por exemplo, é tão grande que poderia ser um continente (e provavelmente foi no passado), mas hoje ela está completamente ligada à Eurásia.

Já a Zelândia não está acoplada à placa da Austrália, existe um passagem de mar conhecida como Cato Trough que ainda separa os dois lugares por 25 quilômetros. Como mostra a imagem ao lado.

Os cientistas afirmam que a classificação pode mudar não apenas o nome da região, mas também pode trazer implicações econômicas. Segundo o Business Insider, a ONU faz menções específicas de placas continentais e limites que determinam quais recursos podem ser extraídos dos lugares. Considerando que a Nova Zelândia tem um valor estimado de dez milhões de dólares em combustíveis fósseis e minerais a discussão pode ser longa.

Fonte: Revista Galileu - 16/02/2017 - 16H02/ atualizado 16H0202 / por Redação

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